sábado, 17 de dezembro de 2011

morrerei só, Brasil?

Tenho pavor dos meus finais de semanas, ou melhor, tenho pavor da vida em si.
A falta do que fazer me leva a constrangimentos apocalípticos, eu faço e digo coisas que jamais cogitaria dizer se rolasse uma vida social por aqui, se rolasse sanidade mental. 
Aí fico chorando e ouvindo Back to Black, porque o que é a minha vida se não um eterno voltar pro luto? Eu realmente morro uma centena de vezes cada dia que acordo, eu realmente só tenho a minhas lágrimas e mais nada.
Me prendo a coisas tão improváveis, eu invento personagens, me declaro pra pessoas imaginárias eu simulo comigo mesmo o que não tenho coragem de fazer na realidade...
Fico pensando na minha vocação pra abrir mão das melhores coisas e pessoas e viver nesse isolamento, mostrando pra todos as roupas, os pensamentos , tudo o que jamais gostei...sou um fake mal planejado.
Cansei de me revelar pra duas pessoas no mundo e mentir pra todo o resto, não.suporto.mais

E 2011? O que foi esse ano, se não uma grande tragédia que pode parecer absurdamente engraçada pra quem está de fora. Pior ano da minha existência desde 2005.
Todos estão por aí crescendo, planejando e sonhando, mas estou aqui tentando fugir desse dia lindo dormindo, pensando em como acelerar meu processo de morrer LOGO, PELO AMOR.

As pessoas dizem que deus dá o frio conforme o cobertor, MAS CÁ ESTOU CONGELANDO. Meu desejo nessa manhã de Sábado belíssima e correr até a esquina aos brados porque JÁ DEU.

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