domingo, 2 de outubro de 2011

Escrevi, mas não postei - 07/07/2011

Era um Domingo qualquer e eu levantei da cama pra atender a campanhinha.
Tinha recebido minha encomenda de capuccinos, duas sacolas com todos os sabores que fazem a alegria da minha mãe e a minha.
Fui até a cozinha e minha mãe fez aquele gesto de silêncio com o dedo querendo dizer : '' esconde essa sacola pra sua vó não ver'' , e eu fiquei no quarto , no cantinho com as sacolas debaixo das cobertas esperando minha vó ir pro quarto dela.
Quando minha mãe voltou da cozinha, perguntei o porque de não poder mostrar pra minha vó e eis que ela me diz: '' Ela e seu vô acham que você gasta demais'', olha pode até ser verdade, mas é difícil ensinar pra uma pessoa que não sabe o que é cuidar do outro direito o valor que as pequenas compras que eu faço tem pra mim (pq de certa forma cuido deles).
É meu jeito de cuidar, sou eu, essa é a minha maneira, mas todo mundo acha que são só gastos e quando eu penso que vou receber um : '' Nossa, que delicia! Capuccino'' eu descubro que falam pelas minhas costas que eu gasto demais.
Quis morrer, durante o dia todo todas as frases que eu dizia tinha um ''mas, né, gasto demais'' , '' até quando vou gastar dimais'' DIVAGO DEMAIS, VIU.

Isso já faz um tempo, os produtos até acabaram, mas hoje no meu aniversário de namoro eu levantei da minha cama sabendo que alguma coisa aconteceria pra provar minha fé (oin?).
Acordei e minha mãe já estava absolutamente louca de ódio no cu com sei lá o que. Estou lá me arrumando e como Back ground um mimimi sobre: Você não cuida do gato, essa casa é um nojo / Vocês me escravizam, eu limpo a casa toda / você só me pede favor. Enfim, o de sempre. Teve também o clássico : ''Vocês não sabem as dores que eu tenho mimimi.''

Olha, que adiante eu saber das dores do outro se não faço medicina, se ninguém quer saber das minhas, ahhh, sejama franco, viu.

Só que como já citei aqui, não dependo da minha mãe pra picaras sonhadoras nenhuma e ela insiste que eu abuso dela, whatever. Um sonho: Morar sozinha.

Fico pensando no que seria desse cerumano que vos escreve se eu realmente dependesse da minha mãe como ela diz que eu dependo porque vejamo bem:
- Pago minha faculdade;
- Meu cartão de crédito;
- Minhas tranqueiras diet que compro no mercado;
- Compro ração, areia e veterinario do gato;
- Roupa , sapato, acessórios , maquiagem , esmalte. Eu.

Meu transporte: Meus pés, ônubis taxi, trem, metrô.

Eu sei que a nova sensação de baixaria do momento foi:

'' Você é igual a seu pai! Não puxou em nada pra mim! Devia ter te largado com ele ''

Olia, mãe, desculpe, mas devia mesmo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário