terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Dois mil e ZzZzZz

Não sei o que pensar desse ano.

E o mais triste é pensar que quando a gente perde alguém precisamos continuar com a vida. 
Eu perdi muita coisa nesse ano e continuei seguindo em frente da melhor maneira que pude.
Gastei energia demais tentando ajudar as pessoas e no fim mais uma vez acabei perdendo outra parte de mim: As minhas forças.
É mudança demais pra mim e pode dizer que é fraqueza que eu não vou me importar.


Do tempo que eu perdi tiveram algumas horas na terapia, outras de conversas jogadas fora com as melhores amigas do mundo todo e outros monólogos travados furiosamente no meio da madrugada, como se eu dissesse tudo o que sempre quis pra seja lá Quem for.

As promessas que jamais poderão ser cumpridas e sonhos que não podem ser realizados também estiveram presentes em 2013, mas sigo fingindo que acredito em todas elas, apenas pra não esquentar a cabeça (termo que sempre tenho ouvido).

Mais uma vez alguma coisa explodiu dentro de mim e devastou tudo aquilo que demorei pra tentar pôr no lugar.
Meu quarto anda um bagunça sem fim e minha vida se tornou uma coisa totalmente sem sentido.

Todo mundo quer chegar a algum lugar e eu ando querendo chegar no meu quarto e dormir uns cinco anos.
Permaneço nesse mesmo ciclo desesperador de comodismo e me agarrei tanto as minhas magoas e as frustrações e
Quero guardar tudo isso comigo por alguma razão que jamais saberemos explicar. 

Talvez seja pra sentir alguma coisa queimando dentro de mim.
Não acredito mais em histórias de amor, eu creio em pessoas desesperadas por atenção e em pessoas que precisam preencher um vazio pra continuar com suas vidas.

Na verdade tudo o que a gente faz nessa vida é pra preencher esse vazio interminável que mais cedo ou mais tarde vai engolir
Tudo o que tocar.

Feliz 2014

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